sábado, 15 de outubro de 2011

Hoje, inevitavelmente, acordei mais velha. Graças a Deus!


Hoje já é bastante.
É bastante despertar e ter um teto sobre a cabeça e chão sob os pés,
Ter o aconchego da cama ao meu corpo que se levanta no bocejar do dia.
É bastante as minhas mãos, que se elevam em cruz e depois acariciam os cachorros, alegres por me verem acordar,
Caminhar até o banheiro e lavar o rosto com água fria, e depois os olhos, lavados, veem meu rosto no espelho embaçado.
É bastante ver o rosto e desembaçar o espelho... Ao menos este,
Ver a chuva que cai de mansinho e os pássaros que cantam lá fora.
É bastante que o canto dos pássaros permaneça em mim,
Ter o alimento do dia e alimentar minha alma.
É bastante trocar de roupa e revigorar o espírito,
Ser surpreendida por amigos com sorrisos nos rostos e abraços nos braços.
É bastante que eu tenha amigos,
Receber votos de alegrias e felicidades hoje, já é bastante.
Mas... É bastante que hajam mais dias, mais felicidades e mais alegrias.


Thamára M.




domingo, 2 de outubro de 2011

Pra Começar...

Sou libriana de nascença e leonina de ascendência, convicta, em partes..., filha de um ébrio metido a poeta (meu pai é um louco à parte), Sr. Luiz, e de Dna. Osmarina, mãe como "aquelas de antigamente", dedicada, presente, acolhedora, maravilhosa, meu orgulho. Nasci numa cidadezinha do interior goiano, no dia do mestre, do ano de 1985, depois de um intervalo de 11 anos, quando minha mãe já não pensava mais em ter filhos. Dentre os nomes que ensaiavam me colocar (Úrsula, Paloma, Brígida...) resolveram que eu seria Bárbara Eleonora, acho que combinaria mais comigo, mas meu pai registrou-me Thamára Manzan, o Manzan herdado de minha avó materna (filha de italianos), nome que me traz ares de uma civilização que ainda quero conhecer, de perto. 

Comecei a palavrear aos 10 meses de vida, e diz minha mãe que eu falava impecavelmente (coisas de mãe). Me dei bem na primeira infância, boa tagarela, com por quês, entusiasmos, descobertas e frustrações, entre histórias, contos (alguns narrados por meu irmão mais velho, à noite, antes de dormir, ternos momentos...), brincadeiras "de rua",  bichos, banhos de chuva e rio, música, dança (adorava matinês), livros, revistas (que cheiro bom tinham as revistas Manchete, Veja e Globo Rural, da coleção de meu pai) e programas de televisão, fui crescendo até que desaprendi a falar tanto e tornei-me uma boa ouvinte, passei a me expressar melhor através da escrita e tenho esta impressão até hoje. Na escola, fui notada por algumas "coisinhas" que escrevi e que me deram boas notas e elogios. Depois adormeci às letras, e aos 17 anos, quando pensava em fazer Biologia ou Medicina Veterinária, prestei vestibular para Direito na capital do Estado de Goiás, me formei em 2008.

Como boa libriana prezo por justiça, igualdade, equilíbrio, assim, o Direito tem me dado bons frutos, mas ainda há muito o que plantar.

Voltando à fase adormecida, quando criança, embevecida de sonhos e ideias, eu sempre dizia que iria ser cantora, violinista, atriz, bailarina e patinadora de gelo... Ah, como eram bons esses devaneios infantis... Essas vontades, assim como a escrita, o gosto pela natureza e os animais, apesar de diminuídos pelas circunstâncias que a vida impõe, sempre fizeram parte de mim e tudo que se relaciona a isso me encanta.

Hoje, após relutar um pouco, voltei à minha cidade natal, à casa de meus pais, e também voltei a sentir a inquietude de menina, um pulsar extremo, acho que estou acordando, o fascínio bate à porta...


Thamára M.