sábado, 23 de fevereiro de 2013

Thamára Manzan "Entre Mim": No dia 16 de março do ano passado ganhei um cadern...

Thamára Manzan "Entre Mim": No dia 16 de março do ano passado ganhei um cadern...: No dia 16 de março do ano passado ganhei um caderno para anotações, resenhas, desabafos,  receitas culinárias e o que mais achasse que se ...

No dia 16 de março do ano passado ganhei um caderno para anotações, resenhas, desabafos,  receitas culinárias e o que mais achasse que se presta registrar num caderno branco em folhas. Mas ao abri-lo pensei  qual tipo de matéria(s) anotar ali... "Português, biologia, matemática, história, sociologia, filosofia, religião, política - não, política, não! Química, geografia, artes...!? Tô mesmo é precisando me dedicar ao Direito, mas também me apetece o canhestro, o oposto, revés, avesso. 

Prefiro mesmo é a antimatéria, os sentimentos, intangíveis. Enfim, decidi que anotaria sobre a vida e a falta dela, o que cabe e o que transborda, tudo e nada, sobre o que existe entre mim, entre eu e você, entre nós. Se é que, existe? Existo? Existimos? Bem, acho que preciso também me dedicar à física, metafísica, psicanálise ... e estudar direito...!" rs 


Hoje resolvi tirar o caderno da gaveta, a maior parte das folhas ainda continuam em branco...


Thamára M.

domingo, 25 de março de 2012

Nossa Culpa


O amor tem dessas coisas abstratas, um sentir desapercebido, uma capacidade de sei lá o que, de nos transportar não sei pra onde... Mas seja onde e como for que seja pra perto de você.

É que eu tremi quando ouvi seu "Eu te amo", eis o problema, se você tinha medo que eu também o sentisse, pois é vívido, aconteceu, é recíproco!

E agora eu lhe pergundo, e o medo, há culpa no amor, qual a sua culpa, qual a nossa culpa?

Há culpa em sermos felizes, mesmo que seja por um triz nessa toda imensidão?

Se há, sofremos de culpa, nossa tão grande culpa. A culpa que nos une! A culpa que me faz dizer: Eu também te amo!

Thamára M.







quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

El Fuego

Às vezes me sinto vazia de lembranças, vagando num limbo de esquecimentos. Não tenho muita coisa pra contar. Sabe...? Essas lembranças que tanto nos marcam e nos fazem suspirar em pensamentos. Mas não, quando me proponho a fazer exercício de rememorar o passado me surgem imagens e sensações de vários momentos, então lembro...

Hoje me veio à lembrança um desenho feito por meu irmão, uma menina alva, de vasta cabeleira dourada com os lábios em sinal de sopro, olhando fixamente um fósforo aceso que ela segurava delicadamente com a ponta dos dedos.

Estou me sentindo assim, a menina do desenho, uma ingênua criança brincando com fogo - Menina, não brinque com fogo que você pode se queimar! Quem nunca ouviu isso dos pais ou outra pessoa adulta?

Mas a menina está descobrindo o fogo, e isso encanta a menina. Ela traz brilho nos olhos e quer sentir cada faísca da chama que vai queimando o fósforo, e que se não for apagada irá queimá-la também. A menina não se importa, ela acha que tem o controle nos lábios em sopro, cândida criança...

Mas o fogo é rápido e incendeia cada pedaço da madeira morta até atingir a pele alva da menina maravilhada e inocente. O fogo a queima, arde, é quente, fere-lhe como se fosse n'alma, ela grita, se assusta e solta o fósforo retorcido e já sem lume ao chão. 

Doeu, ainda dói...! 

Mas lá está a menina “iluminada” a riscar outro fósforo...

Thamára M.




 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vício Maculado do Amor


No peito retornam as palpitações, ó céus! me fazem lembrar que tenho um coração.
Quem lembra-lo-ia depois de senti-lo atingido por uma pedra fria e retalhado em tantos pedaços que não se podem mais achá-los, e se achados fossem já não seriam os mesmos de outrora, pois na tentativa de uni-los novamente, constituiriam um órgão de emendas mal encaixadas, quase impossível de exercer sua função vital...

Pois é, depois de você é isso, perdas, feridas, medos, dor,
Depois de você só restou vício maculado do amor.

Lágrimas já não atenuam essa agonia,
De ti só me vem tribulação
E o infortúnio de saber que só tua companhia
Traz cura pra esse meu, tão seu, coração.

Pois é, depois de você é isso, cacos, migalhas, lástimas, rancor,
Depois de você só restou vício maculado do amor.

Lágrimas já não atenuam essa sangria,
De ti só me vem ingratidão
E o infortúnio de saber que só tua companhia
Traz cura pra esse meu, tão seu, coração.

Thamára M.





sábado, 14 de janeiro de 2012


Sento-me a fim de escrever o primeiro texto deste ano de  2012, a TV ligada no jornal nacional, passando reportagem sobre o acidente com um navio no mar da Itália, e meu pai falando que alguns navios, como esse, são mal feitos, com muita extensão e pouca largura, como se ele entendesse de navios...

E o caos e desespero que se espalhou entre os passageiros e tripulantes, e mais comentários de meu pai: - Mas é claro, é medo de morrer, todo mundo tem medo quando a morte chega. Como se ele entendesse da morte, e da vida, ou pior, como se ele entendesse todo mundo, todo o mundo... Será?! Que Deus o perdoe. 

Meu pai é assim, um entendedor de primeira e tem mania de ficar debatendo com a TV, a cerveja que bebe enquanto assiste e fala ajuda, na verdade, atrapalha. Como agora atrapalha que eu escreva algo "decente" para esse início de ano.

Fica pra depois, afinal, decência por essas terras tupiniquins em que habitamos é algo em déficit mesmo... Que há de mau em eu, euzinha, escrever "indecentemente" e sobre meu pai?! Ele, adora!

Ps: Mas repudia a indecência (desonestidade) humana, eu também.

Bom, honestamente, que seja sempre melhor o presente! Tenhamos todos um feliz e iluminado 2012. Pra mim o 1º dia do ano já entardeceu assim (um lindo presente):


Thamára M.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Então é Natal, e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez...

Deixando as controvérsias de lado, em 25 de dezembro comemora-se o natal, para os cristãos, o nascimento de Jesus Cristo. Faltam exatos dez dias para o natal, não há como ficar indiferente ao "espírito natalino", afinal, o natal é contagiante.

É nessa época que luzes e cores se acendem nas casas, ruas, praças, do alto dos morros aos túneis nos subsolos.

E surge o velho Noel, simpático de barba e cabelos brancos, a entoar seu célebre Ho Ho Ho, trazendo brilho e esperanças aos olhos de crianças, e adultos também, à espera dos presentes natalinos.

Há mesas fartas, reuniões e abraços em família e amigos. Há várias encarnações de noéis para satisfazer o ego de filhos, netos, sobrinhos, que muitas vezes exigem uma, ou várias lembranças natalinas.

Mas então, isso é realmente o espírito natalino? Isso é comemorar o nascimento de Jesus?

As simbologias e tradiçãos são milenares e tem enorme importância, são elas que diferenciam e identificam essa data tão especial. Mas, é inegável que com o passar dos anos o natal transformou-se globalizadamente em um espetáculo econômico-social.

Onde estão as luzes que deveriam se acender também nos corações das pessoas, e iluminar caminhos de desamparados, marginalizados, famintos?

Onde estão os presentes que deveriam ser dados a todos os nossos filhos, netos, sobrinhos, como forma de recompensa, satisfação, por terem sido bons, justos, humildes, por terem feito o "dever" da escola e de casa?

Onde estão nossas mesas fartas que além de alimentar o corpo deveriam alimentar nossas almas e assim comungarmos a partilha e não o desperdício?

Onde estão os abraços, sorrisos e votos de felicidades distribuídos entre parentes e amigos, que muitas vezes são esquecidos no decorrer do ano, em aniversários, conquistas, perdas, tristezas e alegrias à espera de serem divididas?

Quantas vezes ainda sacrificaremos o Cristo Jesus com indiferença, egoísmo, hipocrisia, maldade, corrupção, ódio, rancor, inveja, falsidade, mentira... até compreendermos que só temos que deixar o menino Deus nascer?

Pois com Ele é também o nascimento do amor, da bondade, do perdão, da fraternidade, da solidariedade, da fé, da esperança, da caridade, da união, da paz...

Se assim compreendermos e agirmos, saberemos o verdadeiro espírito do Natal e que a melhor forma de comemorá-lo é fazer com que "Jesus" e seu exemplo de vida nasça em nós, e que cresça, floresça e permaneça sempre.


NOSSO PAI
Nosso Pai, que estás em toda parte;

Santificado seja o teu nome, no louvor de todas as criaturas;
Venha a nós o teu reino de amor e sabedoria; 
Seja feita a tua vontade, acima dos nossos desejos; 
Tanto na Terra, quanto nos círculos espirituais;
O pão nosso da mente e do corpo dá-nos hoje;
Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar nossos devedores com esquecimento de todo mal;
Não permitas que venhamos a cair sob o golpes da tentação de nossa própria inferioridade;
Livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;
Porque só a Ti brilha a luz eterna do reino e do poder, da glória, e da paz, da justiça e do amor para sempre!
Assim seja!


Emmanuel (Psicografado por Chico Xavier)


Thamára M.





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fragmentos


I
"Vou passar a rasgar poesias, lançá-las ao fogo, afogá-las em águas profundas e escuras, não quero mais saber letras, poemas, sonetos, canções e tudo mais, os livros já estão todos empoeirados, alguns se desmancham no tempo, objetos vis que decoram minha estante torta.
Os sentimentos vou colocá-los num liquidificador e triturá-los, depois jogar pelo ralo. 
Começarei agora, talvez eu passe horas a fazê-lo, dias, semanas, meses, talvez a vida toda. Isso faz sentido? O resto do resto da vida assassínio. Não sei... Existe uma perseguição estapafúrdia de meus pensamentos, concluo que não há assassinato perfeito, senão eu própria a me assassinar. E acho que não quero morrer agora..."


II

"Bruxas e Fadas, qual a diferença?
Trago uma fada 'gravada' em mim, ou será uma bruxa?
Sei que as duas adoram voar..."


III

"Que poderia eu ter feito de mais grave além de amar-te?
Se longe, quero perto, se perto, quero junto, se junto, quero dentro..."


IV

"E os pássaros selvagens sempre vão embora quando acabam de comer o milho posto. Cative-os e não deixe faltar alimento, do contrário eles sempre terão os céus..."


Thamára M.