Você me pergunta como vou vivendo...
Respondo-te que sobrevivo, sem grandes alegrias e com infalíveis tristezas, pois hoje, sem você, até as coisas mais simples, cotidianas, tornaram-se extraordinariamente difíceis.
Como é penoso acordar e não ter-te ao lado a me desejar bom dia, a cama é fria, ajeito a cama fria sem você para arrematar os cantos.
Preparar o café e não ouvir-te me pedir que lhe sirva leite quente e pão moreninho, da beiradinha da forma.
Olhar-me no espelho e não ver-te junto a mim, palpitando o meu visual.
Ir para o trabalho sem receber teu beijo matinal e ao longo do dia as mensagens afirmando nossa felicidade.
No almoço, sentar-me à mesa e não ter você a reclamar que queria o arroz mais molhadinho, e dizer que mesmo assim prefere a comida que eu preparo.
Ao fim da tarde, chegar em casa sem você para partilhar o resumo diário, meu e seu. Depois, na varanda, assistir anoitecer, olhando o céu a contar estrelas...
Apagar a luz, no escuro deitar-me e não sentir-te os abraços, as carícias e tua voz ao meu ouvido dizendo "eu te amo"...
Apagar a luz, no escuro deitar-me e não sentir-te os abraços, as carícias e tua voz ao meu ouvido dizendo "eu te amo"...
Assim vou vivendo, solitária, lembrando você, até quando o tempo se fartar de me negar até o gozo das coisas simples da vida.
Thamára M.
Thamára M.
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