sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Caminhar

 Vamos andar por esse mundo, vamos pisar esse chão, de pés descalços, à passos curtos,
aproveitando cada pisada, cada pedra, cada poeira.
Vamos correr com o vento, saltar de contentamento, pular obstáculos e poças de lama,
deixando rastros, fazendo barulho onde há folhas secas e silêncio onde há crianças dormindo.
Vamos pisar em brasas, espinhos, cacos de vidro, flores, nuvens e estrelas,
escalando montanhas, escorregando em precipícios, desbravando matas virgens e solos úmidos.
Vamos entrar em templos, cabarés, hospícios, azilos, quartos, cozinhas, salas, cavernas e cemitérios,
chutando latas, bolas e medos.
Vamos dançar valsas, tangos, boleros, sambas, forrós,
dobrando os dedos, marcando o compasso.
Vamos trocar a marcha, ficar na ponta dos pés e olhar por cima dos muros, levar tropeços, inventar novos jeitos de andar,
trilhando estradas, descobrindo largos atalhos e estreitos caminhos,
Vamos caminhar, deixando marcas em asfaltos cinzas, pegadas em areias brancas, até onde o passo alcançar,
caminhando, caminhando, subindo aos céus, descendo aos infernos, pés feridos, cançados, calejados, mas sempre revigorados quando alcançam as águas do (a) mar.

Thamára M.



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